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sábado, 9 de outubro de 2010

Solidão

A solidão entrou em mim, como um vírus mortal

Abateu-me como seu personagem principal

Todos os dias ela tece a minha desconstrução a minha desumanidade

Decomponho-me como ferrugem sob o aço, sem negociar a minha redenção

Na manhã opaca e lúcida do dia fumega um frágil sol circunscrito de isolação.

Pouco a pouco esqueço-me de quem sou, o silêncio me faz companhia, e a tentação

Não me leva a nada, não me seduz, não me conduz…

Se me fosse dado a escolher, eu voaria.

Eis tudo


Janaina Cruz

3 comentários:

  1. Solidão,solidão,solidão(...)Estamos sempre sós,não tem pra onde correr.Sorria e aproveite cada felicidade momentânea.Ainda que consiga voar,estará sozinha novamente.Belo poema mamãe ;)

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  2. A solidão se alimentou de minha alma
    E me transformou em uma triste calma...

    Adorei seu Blog e este post...

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  3. Cada um reage de forma diferente..
    Penso que esses estados "desagradá
    veis" contenham revelações que lu-
    tamos prá não vê-las . . .

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