quarta-feira, 27 de abril de 2011



(Minha filha Nátali e o seu amor, Carlos de Thalisson cantor e compositor da banda Quarto do exilio )


Poema para Nátali

Minha linda bailarina
Não quer mais fazer balé
Ainda a chamo de menina
E ela já quer ser mulher

É uma pena que agora
Eu a sinta tão distante
De seus planos ando fora
Não me enxerga mais vibrante

Sinto falta do sorriso
Isso causa muita dor
Nem imagina que preciso
É pra mim confortador
Mas agora o entusiasmo
Mora em seu primeiro amor.

Janaina Cruz

sexta-feira, 1 de abril de 2011


Cabelos Negros

Agora meus cabelos são negros como o rio em pleno luto
Correndo na confusão de ombros, sombras e pele
Refletindo a violência de um sol
Cheio de poses
Talvez tenha aprendido a ser a palavras sem sentido,
Ou simplesmente tenha perdido o sentido das palavras
Nessa vida o que é mesmo tátil?
O que é mesmo abstrato?
Pura mesmo só esta sexta-feira em que nada programei...


Janaina Cruz

quinta-feira, 17 de março de 2011



Matusalém

Hoje sou Matusalém, deitado nas costas das sombras
Onde vi nascer anos cruéis e anos bons que foram bem vividos.
Talhei a vida a unhas
Fui a voz no deserto dos tempos esquecidos.
Com a eternidade ganha-se a inocência,
E a influência dos distorcidos.
As certezas não são importantes, nem são nossas propriedades.
Não detemos o poder, nem somos donos da verdade.
Vi Maria semear uma campo quase infinito de amores perfeitos, e colher em suas manhãs flores frias de solidões.
Feriu-se a pobre Maria entre as trepadeiras o o caramanchões.
Vi a Meduza adormecer em sua cabeça, as velhas serpentes.
Vi quando as mastigou e as prendeu entre os dentes.
Segui os antigos relógios nas paredes, armei as minhas redes
Eternizei-me em abraços, ganhei meus espaços, e agora os solto no ar…
Não há novidades no voar…
Fundi meu espírito com o espírito do tempo
No meio do pensamento
Sou como um pobre poeta, de alma aberta
Que ainda busca
Mas sou pobre, sem sal ou açúcar...

Janaina Cruz

*Pessoal, perdoem-me pela ausência, o tempo se fez pequenino na minha atualidade, mas logo estarei visitando a todos vocês*

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011


A procura da noite

Jana! Procurei-te e não te encontrei...
levantei-me durante a noite;
e fui pela cidade, ruas e praças:
procurando por ti minha eterna flor.

Procurei-te? mas não te encontrei...
apenas vi os guardas de ronda à cidade;
perguntei-lhes? viram a minha eterna flor!
e eles responderam! Por aqui não passou ninguém.

Mas eu continuei procurando...
e te encontrei minha eterna flor;
agarrei-te e não te soltei:
quero lervar-te a casa da tua mãe.

Ao quarto daquela que te trouxe no seu ventre...
Oh! Jana minha eterna flor;
Para sempre te guardarei:
No meu doce e eterno Jardim.

Autor: Santa Cruz

(
http://silenciodosmeussonhos.blogspot.com/ )

Ganhei essa poesia de um poeta Mgomes que encanta com palavras perfeitas e carinhosas quem o visita.
Obrigada meu amigo, eu amei a poesia que fizestes pra mim.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011




Conto de uma noite cega

Olhou para o espelho tragando com olhos ávidos todos os novos detalhes

Sozinha em casa poderia perceber as coisas agigantarem-se: Solidões, saudades, os sonhos que jamais seriam realizados…

Imaginou todos eles como porcelanas e atirou-os pela janela aberta.

Lá embaixo, um mágico devorador de migalhas come-os um a um, como num gole

Em seguida berrou todas as angústias alheias e indigestas, então caiu encantado procurando consolo nos braços da noite.


Janaina Cruz



terça-feira, 11 de janeiro de 2011







Retrovisor

Para entender o que passou
Eu preciso de retrovisores
Preciso deformar o caminho para poder entende-lo
Ver detalhes pelo avesso
O amargo do fruto doce
Coisas grandes tornando-se pequenas...
Com olhos crus inverter os riscos
Os rabiscos que o riscos me trouxeram
Enxergar o que agora pareça-me invisível.
Para trás fica a poeira
Ficam cheiros e vertigens
E um pouco de mim
Um corpo inclinado à procura de não sei quê
O céu agora está aberto
Parece que não vai chover
Mas para onde mesmo estou olhando?

Janaina Cruz

( Leia o poema de baixo para cima também...)

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*Gente, ganhei uma caricatura do artista plástico Eduardo Lunardelli*


Está linda de mais não está? rs
Toda quinta feira ele faz uma nova vítima, cuidado!!!








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*Estarei ausente por uns dias, mas logo volto para visitar a todos , Abraços e que Deus esteja com todos vocês.*


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

(Clique para ampliar a tirinha)



“Notas soltas de um diário sem apêndice”


(Presente)


Silêncio! Ouça o novo chegando de vagar e de mansinho

Mastigando as vísceras de um passado ainda fresco

Cinzas e lembranças submersas, escombros...

É mais um janeiro chegando, carregado de portas e caminhos

O presente está a beira de nós, nitidamente distraído.

O tempo é um pescador paciente e nós somos peixinhos

A espera de sermos fisgados…


(Passado)


Do meu sonho fiz teoria

Escrevi como se fosse poesia

Se vinha a saudade sentia agonia

Fui como uma frágil flor em tempos de ventania

Arrebentei meu condão, caí na ramaria

Que ironia, minhas mãos estavam vazias

Sofria de miopia a razão por onde olhavas.


(Futuro)


O futuro é uma roupa nova que ainda não cabe em nós

Linhas, curvas perigosas

Rio e foz

Morfina, insulina

Van Gogh

E suas minas

Almodóvar, seu umbigo em meus lençóis


Janaina Cruz


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