quarta-feira, 15 de dezembro de 2010



Fadas

Desde datas ancestrais elas sempre vieram aqui

Mergulhadas nos matagais

E nas ramas dos jasmins.

Desde crianças convidava as

Para chafurdar

Para brincarmos por entre as árvores e no impossível mergulhar,

Nas janelinhas dos meus olhos

Muitos sonhos vislumbrar

Mas chega um tempo em que crescemos

Em que as esquecemos

Usamos trincos e trancas

Deixamos do lado seus brilhos e esperanças...

Lá fora

Em nobres folhagens

Brincam as fadas

Tão engraçadas,

Tão atrapalhadas,

Estão tentando se fazer notar.


Janaina Cruz


Poeminha meu no fio de Ariadne claque aqui!, obrigada Vanessa!!


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010



Crime

Tudo fica estranho e frio quando emudeces
No silêncio acomodam-se teus encantos
Que já não são tantos
E cada vez que isso acontece
Tu cometes um crime
Permaneço encurralada
Tu miras
Só se ouve as rajadas
A poesia veste-se de luto!

Janaina Cruz




E


Poema(Despedida) recitado pela equipe dom em vozes.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

(Eu e meus filhos)

Filhos

Os abracei como se fossem meus

Os compreendi como se faz consigo mesmo

Em todos os lugares os reconheci como sendo meu maior tesouro

Por eles fiz manhãs nascerem lindas

E calei mil tempestades

Cortejei a coragem e a humildade para que também assim fizessem

Fiz a realidade tão gostosa quanto a ficção

Então eles cresceram

Já alcançaram uma altura maior que a minha

E meus braços parecem ter espinhos

Pois nunca se demoram nos abraços

Talvez tenha acontecido mesmo isso

Talvez tenha perdido as minhas pétalas e deixado apenas espinhos crescerem

Pois os percebo singelos em outros abraços

O meu jeito de ver a vida já se subordina ao deles

As manhã agora são de solidões

Calmas solidões e tempestuosos entardeseres

Onde foi parar a minha coragem?

Esvaiu-se como um rio que morre longínquo e desnorteado

Todos precisamos de compreensão

A a vista um ciclo vicioso

Tão real, que somos até capazes de tocá-lo


Janaina Cruz


segunda-feira, 29 de novembro de 2010


(Mais uma de minhas brincadeiras fotográficas...)


ECampel

Trabalhou em um poema

Queria falar de amor

Vislumbrou a noite amena

As linhas ela traçou



Viu a vida transparente

De tudo ela gostou

Inspiração se fez presente

Como um deus ela brincou



Fez nascer uma alegre semente

O dia logo raiou

O sol surgiu contente



Por sua janela ele entrou

Emprestando as suas cores

Ao poema que criou



Janaina Cruz

(Tive a honra de ter uma poesia postada no blog:
http://fio-de-ariadne.blogspot.com/2010/11/estenografia-no-poesia-todo-dia.html
Por lá existem trabalhos de outros poetas, tudo é lindo .)

(Helena Castelli também me fez uma adorável surpresa:
http://vistasedepoesias.blogspot.com/)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

(Desenho meu, em horas vagas brinco de ser artista plástica)

Ariadne


São ruivos os versos teus

Como pétalas abertas

De um vermelho de Zeus

Refúgios e descobertas


E as estrelas da tua voz?

Revolvem águas paradas

Entrelinhas e doce foz

Assim como sois na madrugada


Nunca baixe os teus olhos

Fixe os na vida, no horizonte

Nem crucifique teus passos


O amor bebe em tua fonte

Olhe os lírios no campo

Estão agora cobrindo o monte.


Janaina Cruz

segunda-feira, 22 de novembro de 2010



(Foto tirada na praia da Pitinga- Porto seguro)

Despedida
Eu nunca soube o que realmente sentiu
Quando no separamos.
A porta permaneceu aberta por muito tempo
Irradiando a luz nostálgica da despedida.
Teu silêncio e teu perfume ficaram em todas as paredes da casa
Nos meus ouvidos, no meu olfato
Te transformei em meu auto-retrato
Latente e vibrante,
Contendo restos perdidos de nós dois.
E então recusei-me a fechar a porta
Não podias ter ido muito longe
Sabia que voltarias
Viril e galante
Cheio de saudades
Iluminando
Iluminando
Como faísca instigando incêndios

Janaina Cruz

terça-feira, 16 de novembro de 2010

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