
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Há varias manhãs nasce um sol repulsivo
A vivando à claridade angustias e dores
Devo estar no inferno, exercitando a minha paciência
E a incurável demência que anseio sabores
O dia logo deforma, não há mais nada na consciência
Minha’alma se fecha, e tudo esquenta
A mutilação o suplício
O suicídio não é o fim, é apenas o início
Janaina Cruz
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010

sábado, 9 de outubro de 2010

A solidão entrou em mim, como um vírus mortal
Abateu-me como seu personagem principal
Todos os dias ela tece a minha desconstrução a minha desumanidade
Decomponho-me como ferrugem sob o aço, sem negociar a minha redenção
Na manhã opaca e lúcida do dia fumega um frágil sol circunscrito de isolação.
Pouco a pouco esqueço-me de quem sou, o silêncio me faz companhia, e a tentação
Não me leva a nada, não me seduz, não me conduz…
Se me fosse dado a escolher, eu voaria.
Eis tudo
Janaina Cruz


