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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Um anjo na chuva











Como é gostoso ouvir a música da chuva
Um anjo sem asas caído de uma núvem  qualquer,
Distante do céu,  sentia-se um oxímero  colorido
Querendo ver de perto a cor das flores...
Da janela o vi dançar na chuva
Seus pés estelares mudando a extensão desprevenida.
Tornara-se gigante, agigantava-se também a chuva
Que o abraçava e o acolhia tão carinhosamente.
Misterioso, proliferante, um relâmpago
Iluminando uma manhã de domingo
Fria e úmida , amordaçando a parafernalha
De um carnaval de cinzas suicidante.

Janaina Cruz

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Surpresa




Nada como ter um amor que sempre nos surpreende.

Um amor que está no sorriso, nos olhos na pele... Sou de ti pelo direito, pelo avesso, a pintura da luz que irradias. Nossa vontade é como um arco que sempre volta a nossas mãos e, é por isso que sempre recomeçamos, mesmo no cansaço humano, mesmo não sendo donos do futuro. Que esse amor seja perpétuo, cheio desse néctar, cheio de ti e de mim... Jana Cruz TE AMO LEO DIFERENTE!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Teus lindos lábios

Meu amor, meu amor, meu amor...

Esse silencio dos teus lábios renova meus instintos absurdos, assim calado, quietinho, acuado és presa fácil...
Prendo-te ao meu corpo quase desnudo, febril, vulcânico, quero vê-lo assim maluco, junto, bem junto a mim...
Arfante, compreendes as minhas loucuras, junta-se a elas sem condenações.
Ah! Esses teus lábios carnudos, me pondo ainda mais fogo! Dão-se sem nada pedir em troca, apenas as minhas melhores explosões.
Até as pedras desmanchar-se-iam por ti amor, por esse sorriso maroto, gostoso que mora nesse rosto tão bonito.
Tu estais presente em tudo que faço: Horas me dando paz, horas desassossego, meu anjo sedutor, reflexo do amor que mora em mim e nos meus versos.

Janaina Cruz

A outra

Eu, quando ruiva... 

Ela suspirou e, eu já conheço esse jeito de quem vai me dizer coisas colossais, detalhes inexplicáveis, alguns nomes entre aspas...
Histórias de nunca mais.
Faço- me caminho para suas conversas, sei de todas as promessas, de tudo que verte do seu peito.
E então eu a ouço em silencio, a minha imaginação desenha as tuas palavras, adivinhando intensões ou submissões...
Então você dispara, sem nenhuma decisão tomada, como se tudo fosse fictício, como se fosse um desperdício, como se não fosse nada...
Iludida começo a perceber, que tolice a minha!
Na verdade, eu sou você.

Janaina Cruz   

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A canção da negritude dos cabelos


Escondi na negritude dos meus cabelos a luz da tua voz, que avança, irrompendo as paredes dos desejos de um arrepio mais veloz.
Emudeço quando olho em teus olhos, o amor está ali, o amor também sou eu, a chuva e o vento, teu pensamento que é sempre nós.
Teu verbo me umedeci, parece prece essa canção, a canção que fizestes dos meus cabelos negros, falando que é pra sempre esse amor.
A lâmina de todo dia não nos mete medo, não escondemos nenhum segredo.
Nascem flores de nossas mãos, sílabas fortes desenhadas, estrelas acordadas na imensidão.
Sei que o futuro é indecifrável, espero que seja um bom tempo carregado em todos os cantos de você... De você em mim.

Meu amor, todos os dias enfrentamos as lâminas do mundo sem nenhum corte!
Amo você, pra sempre

Janaina Cruz

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A história de L. Coffe



O tempo apresenta-se cáustico, mas esse já é o seu costume
Nenhuma brisa, nada, apenas o antigo negrume
Velhas acácias e seus boques, na praça do duque
Tanta beleza, sempre as observava em suas turnês
Tantas e tão poucas horas, pareciam fazer sátiras
Sacrifícios, alegrias, conquistas e ira
Provou o gosto de cada um dos obstáculos
Toda essa melancolia não auxilia o espetáculo
Faz chorar a melodia, faz a tristeza voar alto...
Voltou pensamentos as seculares acácias
Ao espetáculo diário da pequena e querida praça
Deram-se inteiramente, sob forma de sombra
E abrigo, como flor, como jazigo.
Amantes nelas registraram os seus nomes
Depois foi cada um para o seu lado, pouco a pouco tudo some
Elas estiram os seus galhos
Ofertando seus abraços
Mas não conseguem tocar nada
Estendem-se parados no espaço.
Então lhe veio a intuição de fazer uma canção
Uma manira diferente de falar em solidão.
Ouviu de longe a algazarra
Mais um grande show
Sem hora pra voltar pra casa
Por certo tantos o amavam, também pediriam bis
Tentou constatar se era confortável, se ainda imaginava ser feliz.
Encarou a toda gente, tentou sentir seu coração
Não era músculo, nem batimentos, tinha ali um violão.
Nada mais importa!
Agora tem que cantar
Viver de falsos amores
De amigos que lhe servem pra gastar
Não há mais tempo para família
Quem o amou de verdade já não vê mais
Agora tanto faz se tá calor
Se tem coração, se seus sonhos são reais
Voltou-se ao salão
Aos aplausos, aos agitos
Sorriu de sua graça desgraça
De toda a ilusão
Lembrou-se das cortinas
Quando elas descem o entregam a solidão...

Janaina Cruz

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