Como é gostoso ouvir a música da chuva
Um anjo sem asas caído de uma núvem qualquer,
Distante do céu, sentia-se um oxímero colorido
Querendo ver de perto a cor das flores...
Da janela o vi dançar na chuva
Seus pés estelares mudando a extensão desprevenida.
Tornara-se gigante, agigantava-se também a chuva
Que o abraçava e o acolhia tão carinhosamente.
Misterioso, proliferante, um relâmpago
Iluminando uma manhã de domingo
Fria e úmida , amordaçando a parafernalha
De um carnaval de cinzas suicidante.
Janaina Cruz





