segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A idade da noite

Qual é a idade dessa noite?
O que ela espera de mim?
Sinto o vento brincando em meus cabelos e por dentro do meu vestido.
As luzes lá em baixo incendeiam a cidade que parece adormecida, esquecida que hoje é sexta-feira, dia em que a maioria das pessoas vestem-se de personagens e inventam felicidades passageiras, tão sensíveis quanto borboletas na chuva.
Uma gargalhada vinda não sei de onde preenche o ar e a memória, pois assim certa vez também sorri.
Um sorriso solto como folhas que caem de velhas árvores na praça, onde as cigarras cantam lindas canções de chuva e nimguém percebe.
A solidão divide espaço com o rapaz que tenta me beijar, noto que ele anda incomodado com a maquiagem em meus olhos e com a minha falta de fé na humanidade, cita Gande e Cristo, e eu me distraiu com as ultimas estrelas e com a idade da noite.

Janaina Cruz

sábado, 1 de outubro de 2011

Estou livre


Bellíssima fotografia encontrada no site: (http://liquidnight.tumblr.com/)

Sinto-me leve! Tamborilam dentro de mim sons para que

Sinta-me livre . ..

Livre como um poema que se escreve sem razão, sem regras

O poema da alegria queima em mim querendo fazer o meu sorriso viajar

Eu já chorei mais forte que a chuva

Já trouxe nas roupas o cheiro de um outro alguém

Conversei longamente com as rosas

Gravei na retina fotografias que tanto olhava

Mas não fui cega, o amor esse cego guardião

De desejos e tristezas entregou-se a julgamentos

Julgamentos são matilhas que devoram a qualquer um...

Percebo a luz da lua salpicada de escuridão

Mas eu não sinto medo

Estou livre!

Não me importo se existam palavras ou silêncios

Estou livre!

Não me importo com o fio dos números dos dias

Estou livre...

E quando estiver distraída, quero amar novamente

Janaina Cruz


Amigos perdoem-me a ausência, estou morando em outra cidade e por lá não disponho de computador, por isso tem sido dificil retribuir todas as visitas, pode demorar, mas tenham certeza: Visitarei a todos!
Que Deus os abençoe.


sábado, 24 de setembro de 2011



Um pássaro, hoje sou eu assim, com a gaiola quebrada
Com asas cortadas, procurando a mão protetora para pousar
A liberdade a tanto tempo negada causa-me medo
O que aconteceria, se voasse por cima das árvores, ou se sentisse a adrenalina do vento por entre as minhas penas?
Seria loucura abraçar os raios solares?
É tenta imensidão de céu e tão inútil
A chamada liberdade é meu grito de suicídio
Vibrante ...
Atônito...
Meu canto metamorfose, horas triste, horas tudo
Dádiva de incêndios
O aço de tua prisão raivosamente açoitava-me
Embrenhava-te em minha carne
Em meus desejos em todos os meus beijos
E os beijos que te dei, não os dei a mais ninguém
Nem aos que me mandam cartas perfumadas
Essas horas absurdas, esses meses sem sentido
Toda a falta de sintonia e senso
Pouco importa-me a porta dessa gaiola aberta
Não aprendi mesmo a voar...

Maldição!
Maldição!

Eu pássaro , não aprendi a voar...


Janaina Cruz



domingo, 18 de setembro de 2011

JANAÍNA, UMA CANÇÃO E UM POEMA



O que devo fazer
Para ter-te aqui
Iluminando meus sonhos,
Moça de luz?

Os teus cabelos são negros,
Os teus olhos castanhos...
Tens um sorriso de estrela!

Diz-me até quando
Devo esperar-te...
Pois antes que desça
A noite sombria...

Quero de perto ser teu poeta,
Escrever-te uns versos que fale de amor,
Que fale dos deuses, do encanto da vida!...

Tu és tão menina
Que mesmo à distância
Tu me fascinas
Porque estás nos meus sonhos...

Meus sonhos noturnos
Nos meus sonhos poéticos...
E assim em silêncio, são teus sussurros
Que me acalentam à noite!

(Antonio Carlos Menezes)
é simples! feito com carinho!!!


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mulher flor

Bellíssima fotografia encontrada no site: (http://liquidnight.tumblr.com/)

De marfim e sorrisos , sangue e vísceras
Paisagem menina
Abstrata mulher sol
Quantos verões eu preciso
Para virar flor?

Janaina Cruz

domingo, 11 de setembro de 2011

Um olhar marginal

Trazia desenhado nos olhos retratos da ultima desgraça
Nos sonhos amarras e nada de bom
Mão vazias, vontade de brumas
Tatuagem no braço
Caminhos perdidos
Mas não se achava nada estranho
Tentava contar folhas miúdas das árvores
Atravessava as ruas revendo antigas janelas
Sempre descalço, nada tinha para calçar
Dormira em tantas camas, as vezes nem cama lhe ofereciam
Dormia em qualquer lugar
Não, ele não estava perdido
Sabia seduzir certas mulheres
Fazia-se de filho, depois de amante
E desconhecido se fazia afinal
Suave, precário, era assim o seu destino
Um observador engendrando-se
Em desculpas marginais

Janaina Cruz

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Tempo perdido


O tempo morre sangrento na palma da mão, manuscrito e marcado por escolhas erradas, decadentes escolhas, capazes de nos fazer (in) voluir, expondo angústias e senssibilidades, ensinando nos como ser ridículas almas.
Se te contentas com falsas estrelas de latão, continuas e não te importes em ser-se comparado a um útero infértil.
Prefiro ser um ser errante, um ser louco, vadio, alucinado a procura de uma lua que sobeja e mora no olhar de um qualquer.

Janaina Cruz

Amigos, obrigada pelas orações, pelas palavras de carinho, afeto, pelas ligações, pelo amparo, pelos convites , pelas guaridas, logo estarei estabelecida e voltarei a blogar e a visitar a todos vocês, neste mesmo blog, não tenho porque mudar de lugar, o passado é um tempo que foi embora, não um fantasma a atormentar o meu presente.
Deus abençoe a todos
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