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sexta-feira, 25 de maio de 2012

A despedida



Nem luz, nem trevas
Era como se naquele dia o sol tivesse saído mais cedo  do que de costume, atraído pelo cheiro do bolo de cenouras feito numa casa simples e quase solitária.
Os amantes revolviam-se nos lençóis, ainda era cedo para a despedida, o relógio parecia conspirar contra aquela felicidade.
[É hora de partir!] disse ela beijando o rosto que amou na tão esperada noite,[ alguém te espera para o café da manhã, outro alguém te espera para dar beijos na testa e ser conduzido para a escola.]
As lâminas do amor  sempre aparecem, retalhando sonhos, não importa qual seja o tamanho desse sonho.
A vida tinha que seguir o seu percurso, a realidade era auto-sugestionável.
Despedir-se –iam  naquela manhã rubra, a carne ainda quente, o gosto do outro na ponta da língua, no coração  um medo estranho, a imagem daquele abrigo, distanciando-se...

Jana Cruz

9 comentários:

  1. Querida Jana,

    A sua sensibilidade refinada tem intimidade com a alma do leitor. Maravilhoso!


    Querida e linda amiga, obrigada por sua amizade e comentários sempre muito generosos comigo. Fico muito feliz e honrada.


    Um excelente fim de semana Jana. Beijos com carinho

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  2. Um amor proibido...lindo. Beijos com carinho

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  3. Que bonito!!!
    Uma poesia e tanto... e toca o corção!
    Bjinhos amiga XD

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  4. E´ duro despedir-se quando é gostoso e quando se ama... e pior, quando é amor proibido. Nem me fale rs rs. Já vivi isso. Beijos.

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  5. Olá.

    Belo texto... fala da amargura da despedida e da boca ainda úmida do beijo.
    Parabéns... gostei.

    Boa noite e bom final de semana.

    ;D

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  6. hum amante cheiro de bolo delicia rs
    lindo final de semana bjs

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  7. A barca dos amantes minha amiga.Depois de tanto amor,uma vida que chama lá fora,uma vida de outras vidas.
    Forte com muita arte inspirado por voce.
    Ficou muito boa e poderia ser uma cronica ou algo parecido.
    Parabens Jana por esta força nas palavras com poesia.
    Meu carinhoso abraço de paz e luz nos seus dias.

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  8. A gente bem quer, mas também no amor a finitude surge...

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  9. A moça olha para a boneca e pensa como menina. Vim aqui visitar o seu blog, MM. Sempre um prazer ler as suas emoções em versos. LEANDRODERECIFE.

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