sábado, 4 de junho de 2011

(Meu filho mais novo, hoje é o seu aniversário!)

Brincando de ser feliz


É assim que quero sempre te ver

Perto ou longe de mim

Sentir você crescer

Meu pequeno querubim


Chamei-o de Gabriel

Quis logo lhe fazer um afago

Tu sorristes no carrossel

Quando estávamos lado a lado


Teus olhinhos de esmeralda

Vislumbram um mundo tão lindo

Um desejo que respalda

O novo que já vem vindo


Sorria sempre meu amor

Nada é mais belo que teu sorriso

Tu amoleces até a dor

E transforma desertos em paraísos…


Janaina Cruz


quarta-feira, 1 de junho de 2011

( Ah, quem estava acostumado com meus desenhos postados no blog, vai passar algum tempo sem vê-los, a câmera do meu celular fez o favor de não mais prestar, e era assim que fazia: Desenhava, tirava foto e, passava para o computador, bem que pedi favores, mas depender de favores é como sentar-se e esperar longamente no tempo, então resolvi pegar fotografias da net e fazer umas montagens, espero que gostem... rs)

Putz! É phoda!

Mentiras são pássaros sem asas
Não moram em minha casa
Só me causaram aflição
É pena que não acredites
Veja a tua tolice
Aprenda agora a lição!

A verdade pra mim é mais quente que brasa
Ela até se atrasa
Mas sempre aparece!

E então quando surgir a nudez
Do que realmente apetece
Observe tua insensatez
Desmanche-se em tuas preces

Te sentirás tão infame...
Pobre, coitado, infeliz...

Estava na ponta do teu nariz
Olha só que vexame!

Janaina Cruz

sábado, 21 de maio de 2011

Quero ser Bruma

Não quero mais falar de amor
Não haveriam palavras para enfeitá-lo ou definí-lo
Amor é melhor viver que falar
Quero falar sobre coisas em declive
Canalizar em meus poemas o sentimento do mundo
Quero me derramar sobre as pessoas.
Não as pessoas que amam, eu quero ser a cor para as pessoas que
Sofrem de solidão.

Janaina Cruz

segunda-feira, 9 de maio de 2011

(Desenho de Aidan)


Aidan Rede de 5 anos, paga seu tratamento de câncer vendendo seus desenhos pela internet.

A família já tinha colocado a casa onde moram à venda, e mesmo assim não arrecadariam dinheiro suficiente . O menino sempre com um sorriso no rosto, silenciosamente desenhava, entre seus desenhos moravam monstros e heróis.

A tia do menino teve a ideia de colocar esses desenhos à venda na internet, a família então arrecadou cerca de US$ 30 mil.

Vários países compraram seus desenhos, inclusive o Brasil.

A arte e a solidariedade salvando vidas...


Um soneto para Aindan

Nem sempre a vida é como no sonho

É feita de desamor e amor

De mosntros medonhos

E também de dor


Tu és um doce menino

De sorriso lindo

E cheio de horizontes

Em teus desenhos crias pontes



Que vão te levar para longe do entristecer

São muitas as mãos

Que irão te ajudar a vencer



Então a vida terá mais harmonia

Muito mais emoção

Terá fim a tua agonia



Janaina Cruz


quarta-feira, 27 de abril de 2011



(Minha filha Nátali e o seu amor, Carlos de Thalisson cantor e compositor da banda Quarto do exilio )


Poema para Nátali

Minha linda bailarina
Não quer mais fazer balé
Ainda a chamo de menina
E ela já quer ser mulher

É uma pena que agora
Eu a sinta tão distante
De seus planos ando fora
Não me enxerga mais vibrante

Sinto falta do sorriso
Isso causa muita dor
Nem imagina que preciso
É pra mim confortador
Mas agora o entusiasmo
Mora em seu primeiro amor.

Janaina Cruz

sexta-feira, 1 de abril de 2011


Cabelos Negros

Agora meus cabelos são negros como o rio em pleno luto
Correndo na confusão de ombros, sombras e pele
Refletindo a violência de um sol
Cheio de poses
Talvez tenha aprendido a ser a palavras sem sentido,
Ou simplesmente tenha perdido o sentido das palavras
Nessa vida o que é mesmo tátil?
O que é mesmo abstrato?
Pura mesmo só esta sexta-feira em que nada programei...


Janaina Cruz

quinta-feira, 17 de março de 2011



Matusalém

Hoje sou Matusalém, deitado nas costas das sombras
Onde vi nascer anos cruéis e anos bons que foram bem vividos.
Talhei a vida a unhas
Fui a voz no deserto dos tempos esquecidos.
Com a eternidade ganha-se a inocência,
E a influência dos distorcidos.
As certezas não são importantes, nem são nossas propriedades.
Não detemos o poder, nem somos donos da verdade.
Vi Maria semear uma campo quase infinito de amores perfeitos, e colher em suas manhãs flores frias de solidões.
Feriu-se a pobre Maria entre as trepadeiras o o caramanchões.
Vi a Meduza adormecer em sua cabeça, as velhas serpentes.
Vi quando as mastigou e as prendeu entre os dentes.
Segui os antigos relógios nas paredes, armei as minhas redes
Eternizei-me em abraços, ganhei meus espaços, e agora os solto no ar…
Não há novidades no voar…
Fundi meu espírito com o espírito do tempo
No meio do pensamento
Sou como um pobre poeta, de alma aberta
Que ainda busca
Mas sou pobre, sem sal ou açúcar...

Janaina Cruz

*Pessoal, perdoem-me pela ausência, o tempo se fez pequenino na minha atualidade, mas logo estarei visitando a todos vocês*
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