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sábado, 5 de novembro de 2016


Estou parada no escuro
O breu torna insensível por completo o meu tato
E os outros sentidos também...
Há um dueto acontecendo entre a minha mente e a chuva ruidosa.
Já estávamos perdidos,
Senti todas as fases do fim.
O fim é a única coisa real!
O peso e a dor  nos ajudam a desabotoar as fantasias.
Perguntei naquele tempo a mim mesma 
Seria capaz de suportar aquela dor?
E fiquei surpresa com todas as dores que pude suportar,
A dor que mais doeu foi a dor do meu nascimento,
E as  dores dos partos dos meninos que arrancavam as asas das borboletas...
Odiava quando teus pés impacientes batiam nos meus em madrugadas frias.
Débeis horas insones, dois tragando solidões e desesperanças frívolas...
Agora só a mão da escuridão toca a minha pele, calando o meu corpo, vívidos estão apenas o instante, a mente e a chuva ruidosa,
Mas logo hão de cessar para sempre...

Janaina Cruz

3 comentários:

  1. Amei muitos dos poemas que li por aqui, meus parabéns menina

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  2. Boa tarde , bom suspeito eu em dizer que amo de amor teus poemas, que são de um sentimento que admiro e desculpe a tão longa demora em visitar e comentar, preciso sim fazer releitura dos teus e escrever para ti, fico feliz e saber que continuas marqvilhosa, beijos

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