terça-feira, 18 de setembro de 2012

Luz



Luz
Eu quero a sensibilidade de uma luz diferente
Para banir as trevas de certos pensamentos
Escrevendo o calor de uma vida em mim.

Quero a exposição de um evento encantador
Onde minh'alma seja a tela mais valiosa
Pretendo lapidar toda escuridão com um grito.

Um grito capaz de rasgar os casulos 
Em que nos trancamos por quase uma vida
Buscando silêncio absoluto de grandes alturas.

Eu quero a luz
A luz que brinca na boca daquela menina
De um sol incandescente e evidente.

Na ponta da lança 
Que atinge o tempo e a rima
Fisgando versos de certa pujança.

Janaina Cruz  Severino Leandro

Obrigada meu amigo querido, por duetar comigo

domingo, 9 de setembro de 2012

Primeiro Ano




Um ano meu amor,
Faz um ano que o amor nos encantou
Um ano que ele surgiu ardente
Afastando de nós os abutres da solidão.
Nutrindo nosso peito e nossas vontades.
Tu és irresistível!
Meu mulato de cabelos soltos ao sol
O livro que leio com sensação de nunca querer acabar.
A melhor companhia de minha vida.
Inebriada com tanta alegria
Envolvo-te em milhões de beijos
Saciando a minha louca vontade de ti.
Sutes os sonhos que pendem em meus cílios
No regaço da alma, nas profundezas do eu.
Quero tua vida sempre insinuando-se para a minha,
Eu gloriosamente presa a ti, por livre escolha
Quero que sejas a  minha certeza até um futuro distante
Tão certo quanto a minha respiração.

Janaina Cruz

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

POESIA DA PRIMAVERA DUETO: JANAINA CRUZ E NEIDINHA BORGES

Poesia vencedora do concurso de duetos no grupo: https://www.facebook.com/SeraoDaPoesiaDuetos



Trago em meus pensamentos o caminho das flores

para que eu passeie por elas sem me lembrar da dor
o meu espírito se cubra de amor
e o vento ao espalhar as pétalas
me encha de esperança

Já sinto a minha alma florir

é o mês de setembro que está a surgir

semeando sorrisos, sensibilizando olhares

colorindo jardins com Lírios e jasmins



Trago em meus pensamentos o caminho das flores

A minha sensibilidade exposta, os meus valores

Talvez assim, a vida me devolva o encanto dos dias felizes

E eu consiga esquecer as mãos vazias que pendem lembrando deslizes




Vem chegando setembro como um sopro em meus cílios dormentes

Fia a fio tecendo cada semente

Dos muitos sorrisos que guardei para dar.

E minha alma florida, tão contente, transformando em primavera tudo que cismar de tocar.





Janaina Cruz e Neidinha Borges

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O meu livro na Bienal de São Paulo






A realização de um sonho a muito tempo desejado, e isso só foi possível graças a pessoa que amo: Leandro Medeiros Santos.
Meu amor, obrigada por tudo...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Clandestinos



Éramos tão inocentes
Esperávamos o momento certo
Juntávamos forças e dizíamos:
Uma hora vai acontecer, seremos libertos!
Mas nada aliviava os nossos pavores
Nem nossas vergonhas ou culpas.
Então começamos a atear fogo
Nas bênçãos então inventadas
Em tantas desculpas esfarrapadas
Deixamos pessoas atordoadas
Frases nos muros e em tantas calçadas
Pintamos a cara, e não mudamos nada
Chegamos ao ponto da desconstrução
Desde então somos clandestino
Imorais, sem tino, apaixonados, anti sociais
Apaixonados pelo prazer de prestar mais atenção
Com bandeiras brancas nas mãos
Libertos dos monstros da ignorância
Tentando tratados de paz, novas alianças
Somos deixados pra trás
Não saímos nos seus jornais
Nos julgam anarquistas demais
Nossa música não toca em sua rádio
Seus chefes nos olham com escárnio
E nosso crime é a liberdade
De poder melhor a nossa cidade, nosso estado, nosso país
É ver nosso povo feliz.
Mas isso não é bom pra vocês,
Vocês nos ferram, nos apagam de vez
Querem ter seus lugares seguros,
Nos enclausuram em altos muros
Com controles na mão pra nos controlar
Acontece que alguns de nós usam vendas
Outros não sabem voar...

Janaina Cruz

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Palavras de sangue




O que ficou dentro quer sair na escrita vermelha
Quer abandonar o corpo seguir...
Já não alimenta órgãos vitais,
Zumbi insuportavelmente silfídeo.
As palavras quase nada transmitem 
Se não estiverem banhadas em sangue.
Descasco as feridas, pouco importa se vão doer
Deixá-la quieta é fingir que tudo tende a passar
Mas sei que não passar...
Arranho a garganta no grito
É inútil...
Insuportáveis músculos sustentando uma vida que passou.
A vida inabitável...
Insana poesia escrita a sangue, coagulando em círculos
Esféricas blasfêmias da carne apodrecida.
Abrem-se os caminhos do desequilíbrio libidinoso
Mas estou muito cansada...
Os sonhos são inférteis
O coração está vazio
O sangue fluindo da pele, como um rio que vai embora, pra onde, eu não sei...

Janaina Cruz
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