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domingo, 2 de agosto de 2015

Adeus



Ah, mas era muito tarde,
O relógio havia me enganado mais uma vez,
A culpa era mesmo minha, vivia deixando tudo pra depois
O conserto do relógio inclusive.
Pela pequena fresta aberta na porta
Vi luzes e silhuetas,
Talvez fosse você
O mesmo corpo longilíneo,
Os cabelos curtos no mesmo corte,
Mas o andar mais cansado do que de costume,
Talvez mordesse os lábios na tentativa de disfarçar o humor,
Talvez quisesse arrancar a minha alma a dentadas...
Dei meia volta, meus passos ecoavam pela rua,
Rua tão acostumada aos passos meus que não era difícil identificar as erosões causadas por minhas idas e vindas.
Sob este mesmo cenário eu a esperei tantas vezes
Olhos pregados no relógio que sempre me enganou,
Mas a culpa era minha, pois teimava em deixar tudo pra depois
Inclusive o adeus...

Janaina Cruz

7 comentários:

  1. Quanto sentimento e reflexão, querida amiga!
    Mais uma obra grandiosa, rica em seus detalhes!
    Também sinto um grande prazer em te ler!
    Grande abraço, sucesso, ótima semana e grato pela visita!

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  2. Lindas e expressivas palavras. Bela noite e parabéns pelo blog.

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  3. Uau, que intensidade demonstrada em poucas linhas. Adorei!

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  4. Olá.

    E por vezes, nos pegamos adiando o inevitável... nos agarrando à migalhas de sentimentos e recordações... postergando um adeus talvez inevitável. A gente sabe que não vai conseguir, mas tenta mesmo assim.

    Parabéns pelo belo e intenso texto.
    Meus parabéns e uma boa noite/dia.

    ;D

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  5. É, por vezes muito difícil, dizer adeus.
    Desejo que a amiga se encontre bem.
    Bj.
    Irene Alves

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  6. Mais vale se entregar ao agora.
    Cadinho RocO

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  7. Oi Janaína! Como está?
    Em cada poema, colocamos um pouco de nós. Cada frase retrata uma saudade ou uma esperança. Belo!
    Abraço!

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