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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Bendito



Naquele lugar estava amalgamada sua alma.
O chão rachado sem nenhuma flor,
Só espinhos agudos embalando a rudeza
De um verão infindável.
Os pássaros partiram
Mas ele estava lá,
Cutias e preás,
Mas ele continuava por lá,
Os anjos sumiram,
E ele sempre lá,
Preso aquele chão sem folhas,
Sem vida, avizinhado ao sol que quase nunca se põem.
E põe a vela entre os santos
E põem o rosário entre as mãos
E põem a vida a espera de algo novo...
Algum vento surdo que mova os lençóis que torram nos varais,
Que lhe traga os gritos de crianças brincando ao longe,
E aquele perfume que nunca mais lhe saiu da cabeça.

Janaina Cruz

7 comentários:

  1. Tao intenso, tao forte... poema lindo...

    Beijos...

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  2. Olá amiga, já tinha saudades suas.
    A sua poesia é muito boa. Eu gosto sempre do que leio.
    Desejo que esteja bem.
    Beijinhos
    Irene Alves

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  3. Lindo poema, Janaina. Um abração. Tenhas uma linda tarde, uma linda noite, uma linda semana.

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  4. Tão lindo,janaína!!Adorei! bjs do aeroporto, esperando o voo pra voltar pra casa da praia.Pena, acabou! chica

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  5. Intensa, reflexiva, rica poeticamente! Suas obras cada vez melhores, mais inspiradas e inspiradoras!
    Grande abraço amiga, sucesso e grato pela visita!

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  6. Um poema bem dito...
    Gostei, é forte. Excelente.
    Tem uma boa semana, querida amiga Janaina.
    Beijo.

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  7. Oi Janaína! Como está?
    A intensidade de suas palavras me fez pensar na espera milagrosa da chuva que molha a terra e traz vida e esperança nova. Maravilhoso!
    Abraço!

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