Google+ Badge

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Estio



Respiro o silêncio dos teus pastos
A paisagem esfarelada na garganta de Kronos
Narcóticas luzes de assombros
Desnudando a intimidade dessa terra
Os pardaizinhos se perderam na poeira
A jacutinga o cancro seco já comeu.
Não há cereal pra secar naquelas eiras
Até a lua hesita ao nascer
Sabiá se escondeu na comunheira
Aquela flor que tu plantou não vais colher
O circulo da morte se refaz
Quando Deus evita suas lágrimas
Quem não partiu, não parte mais
Restou o amém pra completar as suas lástimas.

Janaina Cruz

42 comentários:

  1. Poesia da realidade, olhar sensível de poeta.
    Beijos,

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Verdade Tania, obrigada pela presença, volte sempre, vou amar!!!

      Excluir
  2. A realidade! =/

    Tem um concurso de fotografia rolando no meu blog, bora participar??


    http://enredodeideias.blogspot.com.br/2012/11/concurso-de-fim-de-ano-enredo-de-ideias.html

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Claro que vou, vou sim, obrigada pelo convite Bruna...

      Excluir
    2. :D fico muito feliz!!


      E sobre o seu comentário:
      O modo de pensar, sim é eles que gostaríamos de conhecer...

      Ficamos felizes. E aguardamos a suas ideias.

      Abraços e um maravilhoso fim de semana!

      Excluir
  3. A seca... um povo abandonado a sua propria sorte...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E a sorte abandonando todo um povo... É triste.

      Excluir
  4. Pura fragilidade em poemas. Palmas! Muitas palmas!!!!
    beijos!!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Janiceeeeeeeeeeee, cadê o teu blog minha querida??? Não posso ficar sem te ler!!!

      Excluir
    2. Tinha dias que tentava entrar e não conseguia, só caia no Google, e eu não sei usar. rsrsrsrs
      beijos!!!

      Excluir
  5. Mesmo falando de assunto tão delicado, tu conseguiste transformá-lo em poesia. Ficou lindo. Beijinhos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Apetece-me poetizar pra não chorar minha linda, poetizando a dor vai passando, e no vão da vida, as coisas reaprendem a caminhar...

      Excluir
  6. Uma realidade que nos toca. Você a construiu em versos, sem prejudicar a verdade. E ficou muito belo o poema. Bjs.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E tu doce poetisa? Tu tocas as nossas almas com a força da pena, meus parabéns.

      Excluir
  7. Ai...que triste,norinha!!!
    Não preciso dizer que escrevestes muito bem,tão bem que meu coração está magoado!
    Beijão...

    ResponderExcluir
  8. Minha amiga de letras, forte abraço! quando eu li o título
    do poesia eu li Estilo depois eu li Estio, mas com esta troca de palavras nos faz refletir que nosso humilde povo
    de todo o nordeste, tem no "Estio seu Estilo" um estilo de quem sofre a séculos as mais terríveis mazelas: Falta d'água
    sem chuva, não há vida...etc...mesmo assim é um povo forte, guerreiro, não se entrega. Um povo que mesmo na escassez de alimento sabe nutrir seus filhos com virtudes: de Amor, honestidade, generosidade, hospitalidade, enfim, povo amoroso.... Janaina lindo poema!!! Obrigado por sua
    amizade... você me faz bem! forteeeee abraçooooo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tua presença é sempre uma benção meu amigo, que Deus te ilumine e ilumine toda tua família.

      Muitos abraços

      Excluir
  9. Minha amiga de letras, forte abraço! quando eu li o título
    do poesia eu li Estilo depois eu li Estio, mas com esta troca de palavras nos faz refletir que nosso humilde povo
    de todo o nordeste, tem no "Estio seu Estilo" um estilo de quem sofre a séculos as mais terríveis mazelas: Falta d'água
    sem chuva, não há vida...etc...mesmo assim é um povo forte, guerreiro, não se entrega. Um povo que mesmo na escassez de alimento sabe nutrir seus filhos com virtudes: de Amor, honestidade, generosidade, hospitalidade, enfim, povo amoroso.... Janaina lindo poema!!! Obrigado por sua
    amizade... você me faz bem! forteeeee abraçooooo!

    ResponderExcluir
  10. Deixa uma sede, a garganta arde desta hesitação, que não é bem uma tentativa.
    Excelente, Janaina!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Minha doce amiga Dulce, adoro a tua presença em meu blog...

      Excluir
  11. Nossa, uma beleza triste em suas palavras.. uma realidade mórbida e incontestável. Que a chuva esteja nos prestigiando e que o sertão vire mar..rs

    Beijos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lu minha querida...

      Tua presença é uma poesia em meu blog.

      Obrigada :]

      Excluir
  12. Belos Bersos, Janaina

    "Transmuda a realidade e emudece a voz de repente,
    faz arder, torna áspero, seca a beleza da imagem:
    A dureza do sol no firmamento a terra transforma
    seca, descolore a paisagem e às vezes nos invade.
    Sobra, na claridade do trágico arrebol, só lamento."
    Expedito(Profex)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A seca pertencente a natureza e ao coração humano também meu amigo, Deus nos salve desse estio.

      Excluir
  13. Janaina,triste mas muito linda sua poesia!A realidade dói,mas os poetas precisam alertar sobre elas tb!Parabéns pela inspiração!bjs e boa semana!

    ResponderExcluir
  14. Oi Janaina,
    Deus perdoa sempre, o homem as vezes e a natureza nunca.
    A seca cria lagrimas nos olhos, é triste. Descreveste muito bem.
    Obrigada por seu carinho la no esconderijo, e por gostar do que escrevo.
    Deixo beijos e flores para perfumar sua semana

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tu me deixastes uma verdadeira poesia Bandys, que comentário valioso! Obrigada minha linda.

      Excluir
  15. Oi Janaina,hoje passei para reler suas poesias e avisar que vc está no Recanto dos autores tb!bjs e boa semana,

    ResponderExcluir
  16. Triste tema, linda tua poesia!! beijos,tudo de bom,chica

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Chica, to feliz demais com tua visita por aqui.

      Excluir
  17. Depois de um tempo de bonança, não há que se temer o estio. Porque nem tudo dura uma vida inteira; mas tudo tem a sua própria inteira vida. O estio, esse também... Também haverá o tempo em que o estio 'estiará' e a fartura retornará. Seja nos sentimentos que faltam ou nas coisas materiais, o tempo da colheita chega e bota tudo no lugar uma outra vez.
    Belo poema, Janaina! Aliás, tudo de uma delicadeza ímpar por aqui. Parabéns pelo belo livro que já se encontra à venda e por tamanha inspiração que não cessa!
    Grato por conhecer meu espaço e por aqui, mais do que promessa, já digo que vou ficando.
    Tenha uma ótima semana e receba meu abraço!
    Daniel.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu que agradeço tua presença, gentil, linda e inteligente no meu Esferografia, hei de te vistar sempre.

      Muitos abraços

      Excluir
  18. Ola Janaina,
    Já comentei esta sua linda publicação, mas voltei para lhe dizer que deixei algo no meu blogue para você, se quiser aceitar e participar. Não há qualquer obrigação! É só uma brincadeira que achei engraçada. Passe por lá se desejar.
    Até breve!

    ResponderExcluir
  19. Minha querida

    Uma triste realidade que descreveste no teu belo poema...infelizmente é o mundo que temos.

    Um beijinho com carinho
    Sonhadora

    ResponderExcluir
  20. ô Janaína,
    muito feliz com seu comentário. Grata de ♥.
    E por isso venho
    Estou aqui.
    Procuro palavras,
    coisas e fatos,
    que nos meus relatos
    te façam sonhar.

    Que não o deixem
    esquecer a doce magia
    que nasceu um dia,
    num simples teclar.

    Beijos minha linda, fique em paz!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tu és uma pessoinha linda minha amiga... :] Mil beijos pra ti...

      Excluir
  21. Que triste é esta seca. Não sei qual pior esta, ou a seca dos corações de alguns seres humanos. Belo poema!
    Obrigada pela companhia e acompanho-te aqui também.
    Um abraço e um lindo fim de semana!

    ResponderExcluir
  22. ambas causam enormes estragos minha amiga, obrigada pela visita.

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...