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sábado, 24 de janeiro de 2015

Frio




O frio começou dentro do seu coração


Enterrou o choro e a calma

Chorou convulsivamente 

Era difícil acompanhar tantas mudanças

O tédio ponteiava o caminho
Adeus fantasias
Adeus
Adeus...
Ouviu os cantos gregorianos até o fim da mandrugada
Fachadas de hoties
Despertavam sua curiosidade...
Agora é que tudo começava
A semente da liberdade a desafiar
Os exatos, os complexos, replantando
A chuva que caia dentro do coração
E por lá, tudo estava frio...
Frio, muito frio...

Janaina Cruz

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Eterno



Desde quando foi eterno,
Esse jeito doce
Esse teu gosto ávido
Esse calor de sol que mora em ti
Inquietações e manifestos...
Atemporal é o sentir,
Por ti escreveria todas as cartas de amor,
Escreveria em minha pele o teu nome,
Teu nome em fogo e sangue,
Para que fiques em mim eternamente.
Tua voz combina com meu ouvido,
Quando ouço a tua voz, tenho a impressão
De que ouço os melhores sons da natureza
Brincando com magias secretas dentro de mim.
Aprenderia teus lábios se possível fosse,
Só para emprestar-te a sensação que em mim provocas,
Dobraria nas mãos mil dias de sois,
Sois apenas teus e meus...
Em meio a deliciosas vertigens,
Onde as paredes giram em frases,
Como caleidoscópios coloridos,
Nossos corpos conjugados,
As conchas cheias de mar...
Olhe a maré meu amor,
Olha nosso barco no mar,
A vela numa valsa invisível com o vento...
Inclinam-se as horas sob nossas passagens,
Vento amigo, vento antigo,
A vida que nos faz sorrir
Com esse gosto de eterno,
Esse jeito doce e ávido
Teu e meu

Janaina Cruz

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